terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Crónicas do concerto de natal 2010


Amigas(os)
Numa tarde fria de Domingo a igreja de Santa Marinha do Zêzere foi pequena para ouvir o concerto de Natal tocado pela Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere.
Antes do respectivo concerto todos os presentes puderam saborear uma pequena surpresa protagonizada pela Escola de Música da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere que nos deixou deliciados. Parabéns à Escola e a todos os seus professores.
Em relação ao concerto da respectiva Banda podemos contar com diversas surpresas nomeadamente a obra Morricone Melody para Bombardino brilhantemente tocada pelo jovem génio musical João Carvalho bem como a interacção entre a Banda Musical e os pequenos jovens alunos da Catequese que em conjunto tocaram e cantaram um obra de Natal.
Fantástico não foi!!!
Até breve...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Luto...


Amigas(os)
É com enorme pesar e tristeza que anuncio que o blog está de luto até o fim desta quadra festiva.
Assim, e em nome do todos que colaboram neste blog, apresento os sentimentos e desejos de muita coragem para o nosso presidente e respectiva família.
Até breve...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Concerto de Natal - Igreja Matriz de Santa Marinha do Zêzere

Amigas(os)

Dia 26 de Dezembro na igreja matriz de Santa Marinha do Zêzere irá-se realizar um majestoso concerto de Natal.

A entrada é gratuita e contamos com a presença de todos...

Até breve...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Filarmonia ao Mais Alto Nível - 21/11/2010


Amigas(os)

Ontem durante toda a tarde realizou-se mais um Filarmonia ao Mais Alto Nível organizado pela empresa Cardoso & Conceição. Como não podia deixar de ser a nossa banda esteve devidamente representada pelo Presidente.

O Nosso Maestro também esteve presente mas, desta vez com o papel de "comentar" as bandas presentes (boa sorte nisso).

Para vos dar um cheirinho do que se passou, gravei uns pequenos vídeos das bandas presentes nesta edição.

Os primeiros a entrar em palco foi a Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves, que é uma Orquestra fundada em 2008 pela Academia de Chaves e tem como regência o Maestro Luciano Pereira. Infelizmente não gravei nada, mas gostei de os ouvir.

As que filmei foram:


Banda S. Martinho de Mancelos - Amarante
Maestro - Nuno Penetro
Obra: "Santana - A Portrait"




Sociedade Recreativa e Musical Bingre Canelense - Entroncamento

Maestro - Nelson Aguiar
Obra: "Canções da Tradição"




Banda União Musical Paramense - Espinho
Maestro - Manuel Joaquim Silva
Obra: "Disney Fantasy"




Como "extra" o festival contou com a presença de um quinteto de metais de Madrid e, como despedida tocaram uma música típica Portuguesa (FENOMENAL)

Capital Brass Quintet - Espanha
Obra: Foi Deus (Amália)



Até Breve...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Começaram os ensaios!!!


Amigas(os)

Começaram os ensaios e, logicamente, uma nova época está a surgir. Assim, e para estarmos preparados para o que der e vier, falta o menos possível e dá o teu melhor ;)

Até breve...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Jantar de fim de época 2009/2010 dia 06/11/2010 pelas 20h no "Casarão"


Amigas(os)

Aqui vamos nós para mais um jantar de fim de época.

Este jantar será um jantar de encerramento de um ciclo e o começo de outro...

Embora alguns elementos da antiga Comissão Executiva se mantenham no activo, a verdade é que a maioria é nova e com vontade de guiar a banda para o sucesso à muito merecido. A eles o meu respeito e admiração pela iniciativa. Boa sorte!

Quanto ao Jantar, espero que todos se divirtam e que este seja mais um de muitos...

P.S. - Quanto aos pagamentos, lamento informar mas o Sr. Primeiro Ministro pediu para serem confiscados os cheques como mais uma medida de austeridade do recém aprovado Orçamento de Estado.

Até breve...


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Habemus lista...


Amigas(os)

Aqui estão os dirigentes da Secção Banda:

Votos: 28
Votos em Branco : 1
Lista A

Presidente da Mesa da Assembleia: Carlos Jorge Coelho Teixeira
Secretario da Mesa da Assembleia: Leandro José Miranda A. Nogueira
Presidente da Comissão Executiva: António José Lemos de Carvalho
Vice-Presidente da Comissão Executiva: Armando Daniel Azeredo Maia
Tesoureiro da Comissão Executiva: Andréa Sofia Miranda da Silva
Secretario da Comissão executiva: Sónia Raquel Macedo Nogueira
Vogal da Comissão Executiva: Nuno Ricardo Ferreira Frade
Suplente: Tiago Rafael Ribeiro Silva

Resta desejar um BOM TRABALHO.

Até breve...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Eleições - 31/10/2010 das 14h30 às 17h00


Amigas(os)

Como é do conhecimento de todos, no próximo dia 31/10/2010 irão realizar-se as eleições para a Comissão Executiva da Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere, a única lista que se manifestou interessa foi a seguinte:

Lista A

Presidente da Mesa da Assembleia: Carlos Jorge Coelho Teixeira

Secretario da Mesa da Assembleia: Leandro José Miranda A. Nogueira

Presidente da Comissão Executiva: António José Lemos de Carvalho

Vice-Presidente da Comissão Executiva: Armando Daniel Azeredo Maia

Tesoureiro da Comissão Executiva: Andréa Sofia Miranda da Silva

Secretario da Comissão executiva: Sónia Raquel Macedo Nogueira

Vogal da Comissão Executiva: Nuno Ricardo Ferreira Frade

Suplente: Tiago Rafael Ribeiro Silva


Assim sendo, e sendo tu músico ou ex-músico da Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere, aparece das 14h30 às 17h00 na sede da Banda e exerce o teu direito.

Até breve...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Crónicas do primeiro festival de bandas em Piães, Cinfães dia 17/10/10



Amigas(os)

Mais um intercâmbio ao qual respondemos com prontidão, somos mesmo dados a isto ;)

Até breve...

Crónicas do jantar convívio em casa do director artístico



Amigas(os)

Fico a aguardar fotos deste convívio no meu email, para depois postar aqui.

Se não o tens ARRANJA-O (lol)

Até breve...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

CONVOCATÓRIA

Amigas(os)

Aqui está a convocatória que está afixada na sede da Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere com o intuitivo de convocar todos os músicos e ex-músicos.

Até breve...


CONVOCATÓRIA

Nº 1/2010

De acordo com alínea 1.2 do grupo F do Regulamento Interno da Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere, convocam-se todos os elementos da Assembleia Geral de Banda para uma reunião a realizar no dia 15 de Outubro de 2010, pelas 22 h nas instalações da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere, com a seguinte ordem de trabalhos:

  1. Preparação do calendário eleitoral.
  2. Outros

De acordo com o Regulamento Interno (alínea 3.1, grupo F), se à hora marcada não estiver presente a maioria dos sócios, a mesma terá inicio quinze minutos depois com os sócios presentes.

Santa Marinha do Zêzere, 05 de Outubro de 2010

O Presidente da Mesa de Assembleia Geral de Banda

(António José Lemos de Carvalho)


domingo, 10 de outubro de 2010

Crónicas da festa em Frende dia 10/10/10

Amigas(os)

Mais um ano se passou e uma vez mais a famosa festa de Frende serve para terminarmos os nossos serviços oficiais.

Muito se tem passado ao longo dos anos nesta festa e, neste ano, até direito a uma reunião tivemos com o orador em cima de um cruzeiro.

Até breve...

sábado, 9 de outubro de 2010

Crónicas da recepção ao bispo auxiliar do Porto dia 09 de Outubro em S.M.Z.

Amigas(os)

Uma vez mais desempenhamos um papel importante neste dia especial para muitos Zezerenses..

Foi divertido e diferente.

Até breve...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Crónicas da comemoração dos 100 anos da implantação da República em Campelo, Baião.




Amigas(os)

Uma vez mais fomos solicitados para responder ao apelo da Câmara Municipal de Baião em participarmos nas festividades da comemoração dos 100 anos da implantação da República em Portugal.

Como sempre respondemos em grande número o que é de salientar visto se tratar de uma terça-feira.

Para finalizar deixo umas fotos da participação da banda:


Até breve...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mais fotos do intercâmbio Ibérico com a Banda Chicotén - 18/07/2010







Amigas(os)

Aqui estão algumas fotos do intercâmbio, a maioria das fotos são do passeio deles pelo Porto.


PS - O Camisola amarela tinha que aparecer em quase todas as fotos...

Até breve

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Crónias da festa de Folhada - Marco de Canavezes

Amigas(os)

Excelente festa, muito naturalista e boa para respirarmos o ar puro da serra...

Até breve...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Crónias da festa de São Bartolomeu - Campelo Baião


Amigas(os)

Aqui fica o ciberespaço para comentarmos a festa do dia 24 de Agosto de 2010

Até breve...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Crónicas da festa de Penhalonga - Marco de Canavezes


Amigas(os)

Mais um ano nesta magnífica terra, e mais um ano a deslumbrar com o nosso reportório...

Esperemos que para o ano sejamos nós outra vez....

Até breve...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Crónicas da festa de Póvoa de Ansiães - Amarante

Amigas(os)

Festa do melhor e pessoas do melhor, acho que já é um local de culto para a nossa banda.

Até breve...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Finalmente os comentários à nossa actuação no Festival ao Mais Alto Nível - II Ciclo 2.ª edição

Maestro Carlos Diéguez

Antes de fazer um pequeno comentário sobre a actuação no Europarque gostaria de referenciar as palavras do maestro Hermínio publicadas na revista do festival “Filarmonia Ao Mais Alto Nível”:
“sendo esta banda do interior do distrito do Porto, torna-se bastante difícil frequentar academias e conservatórios de música, pórem será de louvar o esforço de mais de 15 músicos que percorrem cerca de 100 kms. para terem acesso a estes serviços”.
Gostei deste comentário. É importante na direcção saber valorizar o esforço e a dedicação dos músicos, assim como o seu interesse por aprender e fazer música, saber motivá-los para percorrerem este maravilhoso caminho da arte filarmónica.
Quanto à actuação da banda, creio que deve alterar alguns aspectos para poder subir a um bom nível e estes caminhos não são somente interpretativos.
A nota de afinação deve fazer-se com calma, primeiro dando o Lá (madeiras) e depois o Sib (metais); tocá-la só por tocar e em frente ao público não é prático e nem tem razão de ser. A disposição da banda em palco com as famílias de instrumentos separadas contribui para que os músicos não se ouçam devidadamente, assim como com a interrupção dos quartetos e quintetos que estão escondidos dentro da formação duma banda, tais como saxofones, clarinetes ou o quinteto de sopro. A banda por vezes faz música de câmara nas obras que interpreta. Esta disposição no palco não contribui para um bom resultado.
Colocar dois saxofones altos no sítio do concertino da banda e com os clarinetes atrás prejudica ainda mais a sonoridade de conjunto. Outros aspectos que podem melhorar é o de não tocarem com 3 músicos por cada estante, não é prático nem estético já que não olham para o maestro. Quanto à interpretação, a banda conta com bons músicos mas devido à colocação da mesma em palco não dão o melhor rendimento: planos sonoros sem diferenciação, clarinetes despercebidos, metais que se sobrepõem às madeiras,...
Estes são comentários construtivos para contribuir modestamente na evolução do grupo. Creio que a banda tem uma base e pode corrigir todos estes aspectos. Gostaria de poder ouvi-la brevemente para poder comprovar a subida de nível.
Parabéns pelo seu trabalho e ânimo pelo caminho a percorrer!

Prof. Javier Gonzales Iglesias

Uma boa banda, que apresenta boa maneiras e com gente de muita qualidade nas suas fileiras, apesar de em algumas ocasiões esta virtude sair ao contrário do pretendido, quando em algumas ocasiões uns em relação aos outros, talvez com a intenção de ajudar os colegas ou liderar alguns trechos, mas acaba por ser prejudicial.
É sempre um luxo poder contar com estes músicos, mas é necessário integrarem-se perfeitamente com o resultado sonoro do agrupamento para obter uma única voz, a da banda.
O repertório pareceu-me muito agradável e foi ameno de ouvir para todos os que tiveram a sorte de estar no Europarque.
Só tenho a apontar uma ligeira falha na interpretação numa obra talvez mais exigente, original para esta formação. Notou-se o grande trabalho realizado pelo seu maestro e os elementos do grupo na interpretação do Pacis Valley, com um grande início nos metais, muito afinado e som redondo, muito bem apoiado pelos companheiros no resto da obra, com a realização de grandes mudanças de dinâmicas e um som muito nobre.
Quanto à colocação dos músicos, provavelmente com pequenas alterações ganhar-se-ia em sonoridade. Alguns instrumentos, como as trompas por exemplo, o facto de estarem nessa disposição provocou a perda de parte da sua cor sonora tão bonita e necessária dentro da filarmónica.
Do meu ponto de vista é uma banda que ainda deve trabalhar alguns aspectos, mas são problemas fáceis de resolver e não tenho a menor dúvida de que melhorarão num curto espaço de tempo, porque qualidade têm de sobra.
Muito ânimo!
Maestro Manuel Luís

Tocar num grande auditório como o Europarque, intimidou a prestação da banda, que revelou bastante nervosismo, no entanto, ao longo da sua actuação, este foi-se dissipando.
Durante a sua actuação, denotou-se um descompasso entre os diversos naipes originando um empobrecimento do resultado do conjunto. Esta lacuna talvez tenha sido originada pelo acréscimo de músicos que não são elementos efectivos na estrutura da banda. Os músicos individualmente, podem ser exímios, mas é muito importante o trabalho conjunto de todos os executantes. Este pormenor tornou-se mais evidente, face à apresentação de diversos músicos com vestuário diferente.
Na minha opinião, a disposição em palco da banda também não favoreceu o “colorido” sonoro. Quero dar os meus sinceros parabéns, ao Amigo Filipe (saxofonista), pela sua brilhante interpretação na obra “Santana”, de lamentar que a banda por diversos momentos o tenha sobreposto.
Parabéns ao Maestro, Músicos e Direcção pela força e empenho.

Maestro António Ribeiro

A Banda de S. Martinho do Zêzere começou a sua actuação demonstrando integrar alguns bons músicos e a Marcha de Nuno Osório “Hispânico” teve um solista à altura. Gostei bastante do solo de trompete.
Na obra “Pacis Valley”, de Bem Haemhouts, houve problemas, quer ao nível da afinação, quer ao nível das dinâmicas. E quando isto acontece, é difícil passar-se para outro nível. Os metais, com liderança dos trompetes, tocaram quase sempre demasiado forte anulando por completo as madeiras nos tuttis. Fiquei, na altura, com a sensação de que estariam no grupo alguns dos melhores músicos, especialmente nos metais, que não fizeram quaisquer ensaios. De facto tocaram quase sempre no mesmo plano de intensidade, ff, abstraídos por completo do todo.
A obra “Santana” – A portrait pôs, uma vez mais em evidência, o potencial que a banda tem e que é considerável.
Contudo, há muito trabalho a fazer por parte do Maestro que deverá preocupar-se com os detalhes. Estes deverão ser alvo de um trabalho cuidado ao nível dos planos sonoros e posteriormente serão abertas janelas para se proceder à análise de outros detalhes.

Maestro Orlando Rocha

A Banda Musical da Casa do Povo da Santa Marinha do Zêzere não é de todo uma incógnita para mim. Desde os meus 15 anos que conheço esta simpática banda, onde fui músico convidado vários anos e onde passei alguns momentos da minha puberdade. Talvez por isso me sinta à vontade para tecer alguns comentários mais profícuos. Situada na margem direita do rio Zêzere apenas a 5 km do rio Douro com paisagens encantadoras, Santa Marinha conduziu a sua banda muito jovem e renovada até este auditório. Estou certo que, para os seus músicos, directores e maestro, foi uma mais valia integrar em evento desta natureza.
Com uma postura humilde e muita concentração em palco esta exibiu-nos um reportório alegre e vigoroso, mais apreciado usualmente numa festa ou romaria. Este despertou o interesse do público presente. De realçar que no decorrer da sua actuação ficaram algumas cadeiras vazias no seio da banda, que além de prejudicar visualmente, quebra a estética do conceito de grupo/banda, e mantém afastados em demasia diferentes naipes deteriorando o desempenho colectivo num palco desta natureza. Porque uma banda não vive só da parte musical mas também do aspecto visual que expõe. É de referir a bonita farda que possui e encontrando-se todos por igual teria sido esteticamente benéfico.
No Pasodoble Hispânico, composição de excelência, é de referir a boa prestação do solista de trompete pela boa sonoridade exibida, excelente afinação e benigna condução das frases melódicas. Na minha simples opinião e gosto pessoal, um andamento mais Vivo e com uma exploração mais afincada das diversas intensidades, a interpretação da obra supracitada tinha tido um impacto mais efusivo. Sabemos que este género musical, oriundo do nosso país vizinho, é característico pela vivência permanente da percussão, trompetes e andamento vivo. Assim sendo e com um grande número de percussionistas em palco, explorar alguns dos instrumentos que não foram utilizados, ou foram em apenas algumas partes da peça, e que estão patentes na partitura, completaria ainda uma mais brilhante amostra das potencialidades da banda e da obra. Nos tuttis em mezzoforte, forte e fortíssimo da banda, os trompetes poderiam ter comedido um pouco a sua intensidade em paralela com o remanescente da banda. Foi no entanto, uma boa escolha do maestro para iniciar um concerto num auditório como este. Peça forte e com bastante impacto que origina segurança aos músicos.
A obra Pacis Valley, além de ser muito agradável ao ouvinte, é de uma qualidade extrema e contém motivos melódicos e harmónicos bastante difíceis, que a banda tentou sempre ultrapassá-los com alguma segurança. De salientar nesta obra o pequeno solo de clarinete da jovem clarinetista Vanessa Fonseca, aluna finalista do curso complementar de clarinete. Este não foi um solo técnico, mas nas poucas notas que executou mostrou uma grande qualidade sonora, uma excelente afinação e um grande porte na estruturação da melodia. Deixo aqui uma modesta sugestão à banda, incutir no seu programa uma obra a solo para esta jovem promessa a fim de a projectar e ser uma mais-valia para a banda. Por vezes, jovens músicos ficam esquecidos por não terem uma ajuda das próprias filarmónicas que os criam.
Na obra Santana – A Portrait a Banda tirou o seu melhor partido neste festival. Boa intensidade nos fortíssimos e andamentos muito bem delineados. O baterista não foi exagerado na intensidade e repercutiu uns solos originais nunca oscilando o ritmo. Situação por vezes difícil numa obra tensa como esta. A afinação da banda melhorou significativamente nesta obra. Uma palavra ao saxofonista solista que brilhou e abrilhantou a banda. As suas variações ao que concerne a partitura solo foram sempre dentro da pulsação e a sonoridade foi boa.
Em síntese, deixo uma palavra de apresso aos músicos, maestro e direcção pelo empenho para a presentação neste festival. Por ser uma banda que conheci e conheço relativamente bem, quero deixar os parabéns da evolução conseguida desde há uns anos a esta parte. Concluir o trabalho da direcção em oferecer aos seus músicos instalações condignas que estes possam trabalhar, continuar o empenho dos músicos na sua própria formação e continuar o árduo trabalho do maestro para elevar sempre mais e mais o nível musical da banda, é o que desejo a esta banda de música.
Parabéns à Banda de Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere!

Prof. Francisco Luís

Esta banda demonstrou algumas dificuldades em termos de coesão na primeira obra apresentada. Também em Pacis Valley se fizeram sentir alguns desencontros e imprecisões. Podem melhorar o conjunto neste aspecto básico e fundamental que é a segurança rítmica. Na última obra, de carácter mais ligeiro, conseguiram agradar mais o público. Votos de coragem e força de vontade para evoluir.
Maestrina Vânia Bettencourt

Ver e sentir o empenho e concentração de todos os músicos, maestros e direcções, para mim, foi o aspecto mais importante e de grande relevância. Pois quando se conseguem estes dois aspectos
importantíssimos os outros flúem com muito maior facilidade. Uma tarde muito agradável e com o melhor que cada banda tinha para nos dar foi impecável. O esforço e a dedicação demonstradas tornam tudo mais perfeito. Limitei-me a usufruir dos bons momentos musicais em vez de tentar encontrar algum aspecto menos bom, porque isso era o mais fácil, pois na minha opinião estes comentários devem servir como forma de incentivo às nossas bandas amadoras que cada vez mais vão-se tornando profissionais no entanto é de salientar o equilíbrio humano e sonoro entre todos os naipes.
Parabéns ao seu Maestro, Músicos e Direcção e que continuem a lutar pela qualidade da vossa banda porque há sempre algo que se pode mudar.

Prof. Luís Macedo

Embora tenha ouvido falar desta Banda, oriunda de uma região muito bonita do nosso belo País, foi preciso participar na 2ª Edição do 2º Ciclo de Festival de Bandas Filarmónicas, para escutar “in loco” a Banda Musical da C.P. Santa Marinha do Zêzere. Sendo uma Banda jovem, resultante do trabalho de formação contínua realizado na Escola de Música, participar neste evento, constitui uma motivação, um forte incentivo, para rectificar, melhorar alguns aspectos musicais menos conseguidos ao nível da afinação, da sonoridade e equilíbrio do grupo, fraseado, estabilidade rítmicas, em determinados momentos, o plano sonoro a cargo dos metais estava algo desafinado, com uma sonoridade pouco cuidada em relação aos restantes planos da textura. Pormenores perfeitamente compreensíveis em Bandas que integram bastantes jovens estudantes oriundos da sua Escola de Música. Estes jovens e promissores executantes, quando alcançarem a maturidade suficiente para abordar pormenores técnicos mais específicos, a evolução e qualidade da Banda serão por demais evidentes, pois matéria prima não falta.
Na primeira obra, “Hispânico” do compositor Nuno Osório, verificaram-se alguns problemas de afinação, imprecisões rítmicas, hesitações nas entradas, logo no início, no apoio harmónico ao solista (trompete), que tudo fez para apresentar a melhor performance musical, por vezes, o naipe de Bombardinos sobrepunha-se ao tutti, no que diz respeito às intensidades. Ao longo da obra existiu uma ausência de contrastes a nível das intensidades. A intervenção do trompetista, foi, a meu ver, de boa qualidade, com boa fluidez e projecção sonora, boa expressividade, assente numa articulação cuidada, indo ao encontro do carácter proposto pelo compositor. Faço votos para que continue, pois com as qualidades patenteadas em palco, o apoio dos colegas, maestro e directores, conseguirá alcançar outros patamares qualitativos a nível musical.
Na obra, “Pacis Valley”, a Banda obteve outros momentos musicais com qualidade, contrapondo com o que se verificou na anterior obra: leveza nas linhas melódicas, as cambiantes ao nível das intensidades foi mais cuidada, bom sentido rítmico, embora a percussão tenha revelado por momentos, alguma precipitação; boa entrada dos trompetes e das trompas, com bom potencial tímbrico equilibrado; as intervenções dos metais ora alternadamente, ora em conjunto, foram mais interessantes. Porém, convém controlar mais as intensidades no naipe dos trompetes, por vezes brilhante em relação aos restantes naipes, corrigir alguns pormenores de afinação em determinadas combinações tímbricas (ex: Tubas e Bombardinos), assim como mais segurança/certeza na transição de andamentos.
Na interpretação de obras ligeiras, regra geral, as Bandas sentem-se mais à vontade em relação à interpretação de outro género de repertório. Contudo, na interpretação da terceira e última obra “Santana” um medley sempre agradável de escutar, verificaram-se algumas oscilações rítmicas, incoerências nos tempi, motivada pela precipitação da percussão e do naipe das tubas. O naipe de trompetes mais uma vez, com um timbre algo brilhante, por vezes, sobrepôs-se às madeiras. Convém rectificar o equilíbrio entre os diferentes naipes da textura orquestral, melhorar os planos sonoros, essencialmente ao nível das intensidades.
Contrapondo com o que referi, realço a boa performance do jovem saxofonista, com uma sonoridade aveludada, cuidada, um fraseado com sensibilidade e gosto interpretativo; sem dúvida um executante com valor/qualidades artísticas. Continue o trajecto já delineado, com destino a um futuro promissor a nível musical. Os restantes naipes, conseguiram aqui e ali, valorizar o trabalho do solista, através da textura sonora mais requintada, com sonoridades equilibradas, sempre com o intuito de não sobrepor as linhas melódicas a cargo do solista. Sem dúvida um bom pormenor.
Faço votos para que a direcção, músicos, maestro e professores da Escola de Música, mantenham a conduta de trabalho estabelecida em conjunto, de modo a estruturar os sólidos alicerces, que conduzirão esta simpática Banda Filarmónica, para outros níveis de qualidade artística.

Prof. Manuel Carvalho

A disposição em palco de uma Banda visa o propósito de que cada naipe com o seu timbre e função própria colabore no todo, formando um ambiente harmónico e melódico, onde as estridências tenham o seu lugar, sem sair dele, e o protagonismo da linguagem musical e do colorido da obra venham ao de cima, sem correrem o risco de aparecerem totalmente desfasadas do contexto ou então totalmente despercebidas. Esta Banda apresentou-se em palco com os instrumentistas colocados de uma forma que considero atípica, o que não a beneficiou em nada. Prova disso, foi que seis tubas não resultaram em bons graves, como seria de esperar. As trompas passaram despercebidas e alguns dos instrumentos agudos projectaram-se em demasia. Muitos dos desequilíbrios podem-se resolver ou atenuar com uma disposição diferente da banda em palco, caso contrário o protagonismo da voz poderá ser posto em segundo plano. No entanto, respira-se esforço e empenho na apresentação que tiveram, o que denota capacidade de trabalho e vontade de crescer, ao mesmo tempo que indica o caminho certo para melhorar cada vez mais o nível do colectivo.

Maestro João Dias

Banda Musical Santa Marinha do Zêzere mostrou claramente que tem menores recursos a nível de instrumentistas e tendo em conta que a sua juventude apresentou as suas dificuldades naturais. Contudo, teve uma participação muito positiva. É uma banda com potencial.
A banda acusou algum nervosismo em relação ao palco e público, algo que pode ser trabalhado, pois estes palcos são os melhores para se fazer música.
Parabéns ao maestro, aos músicos pelo seu trabalho e esforço. Aos seus órgãos directivos que continuem a trabalhar porque com esta vontade em apostar na formação, o vosso futuro será cada vez melhor.

Maestro José Ignacio Petit

É uma banda com muitas crianças, achei que as trompetes soavam muito fortes em certos momentos. Na obra Pacis Valley, houve uma falta de continuidade no som e no fraseado.
Colocar as trompas noutro sítio em palco, quiçás poderia ajudar na audição das mesmas. Têm que fazer maiores contrastes dinâmicos, pois a banda é muito plana. Em geral, a banda toca muito forte, é verdade que estão a costumadas a tocar na rua, mas não devem esquecer que, hoje em dia, também têm de tocar em palco, e uma banda que soa sempre forte ou sempre piano torna-se muito aborrecida. A música, tal como a vida, precisa de contrastes no som. Mas, tudo o que foi dito anteriormente, é positivo. A banda é jovem mas está seguramente a evoluir e tomará em conta todos estes aspectos.
Parabéns.

Maestro Hugo Ribeiro

Gostava de realçar a boa actuação dos solistas, quando chamados a intervir nas obras executadas.
Gostaria de deixar só um apontamento, reparei que havia uma distância entre os músicos, o que levou a que existisse uma dificuldade grande de afinação. Achei também que a disposição da banda em palco não foi bem conseguida.
No entanto, parabéns pela actuação.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Crónicas da festa de Areias - Santo Tirso


Amigas(os)

Apesar de nos termos que levantar muito cedo e do calor que se fez sentir a festa lá se fez.

Para começar esperemos que a a Daniela esteja bem, o calor tem destas coisas, não tem?

A nível da procissão a única falha que ouve foi não haver um pouco de água mas, a banda como sempre, supera todas as contrapartidas...

A nível musical deixamos o nosso rastro até porque os populares no fim quase que não nos queriam deixar vir embora.

Quanto ao restaurante podemos dizer que já comemos melhor, mas tinha boa pinga embora pudesse estar um pouco mais fresco...


P.S. - Pelos vistos não houve atrasos significativos.

Até breve...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Primeiras impressões vindas da Banda Chicoten

Hola (...)! Llegamos a Sabiñanigo a las 12 de la noche un poquito cansados, pero muy felices por estos 4 dias que hemos pasado con vosotros que han sido muy bonitos.

Porto nos gusto mucho, mucho . (...)
Muchas Gracias por todas vuestras atenciones, ha sido un encuentro GENIAL de experiencia Musical, Turistico y Personal muy .......bonito. Felicidades.
Os esperamos en Sabiñanigo para completar esta experiencia de Amistad.
Muchas gracias Os Queremos. (...) Inma.
Seguimos en contacto.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Crónicas das festas de S.M.Z. e intercâmbio Ibérico com a Banda Chicotén - 18/07/2010

Amiga(os)

Foi pura e simplesmente espectacular...

Agora os parabéns:
  • Parabéns ao Vasco, sem ele nada disto era possível;
  • Parabéns ao Maestro pelas palavras de incentivo dadas tanto no início como durante toda a noite, mesmo quando nós sabemos que podia ter corrido melhor o incentivo da parte do maestro nunca faltou;
  • Parabéns aos mesmos de sempre que nas horas em que todos estão já a descansar continuaram a trabalhar tanto a montar como a desmontar palcos;
  • Parabéns aos atrasados, sem eles a tradição não era o que é;
  • Parabéns ao Tiago, à Vera e ao Tozé que realmente estiveram de parabéns;
  • Parabéns a todos os músicos espanhóis, foram do melhor;
  • Parabéns aos 5 músicos e à Catarina (menina da placa do andor) que levaram o andor, obrigado pelo esforço;
  • Parabéns a todos pela magnífica procissão, quem sabe das melhores que fizemos;
  • Parabéns ao Sr. Toneco pela marcha que nós ofereceu à qual nós, a partir de ontem iremos chamar "O Amigo Toneco";
  • Parabéns à Comissão de Festas por fazer a noitada de bandas;
  • Parabéns a todos os solistas da banda Chicotén;
  • E como não podia deixar de ser, tenho que falar dos que realmente sobressaíram a nível musical, assim sendo teremos que nos levantar para o brutal solo do Hispânico por parte do Sr. Mário (incrível), dar os parabéns ao miúdo José Carlos foi o melhor solo que ouvi e ao arrepiante solo do Sr. João Carvalho que sem dúvida arrisca-se a ser o melhor bombardino do País (escusado será de dizer que para nós sempre o foi).

Para finalizar parabéns a todos os outros e aqui fica a promessa de fotos, quanto à esta noitada espero que sirva de exemplo para todas as comissões de festas futuras e que todos percebam que é uma excelente aposta.

Até breve...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Já está na net...

Amigas(os)

Já está na net, confiram...

Intercâmbio Ibérico (filarmonicas.com)

AQUI também (jornaldebaiao.com)

Até breve...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Festas da Padroeira - Banda Chicotén - Espanha

A Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere recebe, entre os dias 17 e 20 de Julho, a Banda da ASOCIACIÓN MUSICAL CHICOTÉN, de Sabiñánigo, na zona leste de Espanha, perto da fronteira com França.

Este intercâmbio integra-se nas festividades em honra de Santa Marinha, padroeira da freguesia de Santa Marinha do Zêzere, Baião. Assim, a Banda visitante participará na procissão solene em honra da padroeira, com início à 18 horas de domingo, e realizará uma actuação, em despique com a anfitriã, a partir das 21h30m.

Visitem Santa Marinha do Zêzere, Baião, de 16 a 18 de Julho, desfrutem das especialidades gastronómicas da região, provem dos nossos vinhos verdes e...muita música.