sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Finalmente os comentários à nossa actuação no Festival ao Mais Alto Nível - II Ciclo 2.ª edição

Maestro Carlos Diéguez

Antes de fazer um pequeno comentário sobre a actuação no Europarque gostaria de referenciar as palavras do maestro Hermínio publicadas na revista do festival “Filarmonia Ao Mais Alto Nível”:
“sendo esta banda do interior do distrito do Porto, torna-se bastante difícil frequentar academias e conservatórios de música, pórem será de louvar o esforço de mais de 15 músicos que percorrem cerca de 100 kms. para terem acesso a estes serviços”.
Gostei deste comentário. É importante na direcção saber valorizar o esforço e a dedicação dos músicos, assim como o seu interesse por aprender e fazer música, saber motivá-los para percorrerem este maravilhoso caminho da arte filarmónica.
Quanto à actuação da banda, creio que deve alterar alguns aspectos para poder subir a um bom nível e estes caminhos não são somente interpretativos.
A nota de afinação deve fazer-se com calma, primeiro dando o Lá (madeiras) e depois o Sib (metais); tocá-la só por tocar e em frente ao público não é prático e nem tem razão de ser. A disposição da banda em palco com as famílias de instrumentos separadas contribui para que os músicos não se ouçam devidadamente, assim como com a interrupção dos quartetos e quintetos que estão escondidos dentro da formação duma banda, tais como saxofones, clarinetes ou o quinteto de sopro. A banda por vezes faz música de câmara nas obras que interpreta. Esta disposição no palco não contribui para um bom resultado.
Colocar dois saxofones altos no sítio do concertino da banda e com os clarinetes atrás prejudica ainda mais a sonoridade de conjunto. Outros aspectos que podem melhorar é o de não tocarem com 3 músicos por cada estante, não é prático nem estético já que não olham para o maestro. Quanto à interpretação, a banda conta com bons músicos mas devido à colocação da mesma em palco não dão o melhor rendimento: planos sonoros sem diferenciação, clarinetes despercebidos, metais que se sobrepõem às madeiras,...
Estes são comentários construtivos para contribuir modestamente na evolução do grupo. Creio que a banda tem uma base e pode corrigir todos estes aspectos. Gostaria de poder ouvi-la brevemente para poder comprovar a subida de nível.
Parabéns pelo seu trabalho e ânimo pelo caminho a percorrer!

Prof. Javier Gonzales Iglesias

Uma boa banda, que apresenta boa maneiras e com gente de muita qualidade nas suas fileiras, apesar de em algumas ocasiões esta virtude sair ao contrário do pretendido, quando em algumas ocasiões uns em relação aos outros, talvez com a intenção de ajudar os colegas ou liderar alguns trechos, mas acaba por ser prejudicial.
É sempre um luxo poder contar com estes músicos, mas é necessário integrarem-se perfeitamente com o resultado sonoro do agrupamento para obter uma única voz, a da banda.
O repertório pareceu-me muito agradável e foi ameno de ouvir para todos os que tiveram a sorte de estar no Europarque.
Só tenho a apontar uma ligeira falha na interpretação numa obra talvez mais exigente, original para esta formação. Notou-se o grande trabalho realizado pelo seu maestro e os elementos do grupo na interpretação do Pacis Valley, com um grande início nos metais, muito afinado e som redondo, muito bem apoiado pelos companheiros no resto da obra, com a realização de grandes mudanças de dinâmicas e um som muito nobre.
Quanto à colocação dos músicos, provavelmente com pequenas alterações ganhar-se-ia em sonoridade. Alguns instrumentos, como as trompas por exemplo, o facto de estarem nessa disposição provocou a perda de parte da sua cor sonora tão bonita e necessária dentro da filarmónica.
Do meu ponto de vista é uma banda que ainda deve trabalhar alguns aspectos, mas são problemas fáceis de resolver e não tenho a menor dúvida de que melhorarão num curto espaço de tempo, porque qualidade têm de sobra.
Muito ânimo!
Maestro Manuel Luís

Tocar num grande auditório como o Europarque, intimidou a prestação da banda, que revelou bastante nervosismo, no entanto, ao longo da sua actuação, este foi-se dissipando.
Durante a sua actuação, denotou-se um descompasso entre os diversos naipes originando um empobrecimento do resultado do conjunto. Esta lacuna talvez tenha sido originada pelo acréscimo de músicos que não são elementos efectivos na estrutura da banda. Os músicos individualmente, podem ser exímios, mas é muito importante o trabalho conjunto de todos os executantes. Este pormenor tornou-se mais evidente, face à apresentação de diversos músicos com vestuário diferente.
Na minha opinião, a disposição em palco da banda também não favoreceu o “colorido” sonoro. Quero dar os meus sinceros parabéns, ao Amigo Filipe (saxofonista), pela sua brilhante interpretação na obra “Santana”, de lamentar que a banda por diversos momentos o tenha sobreposto.
Parabéns ao Maestro, Músicos e Direcção pela força e empenho.

Maestro António Ribeiro

A Banda de S. Martinho do Zêzere começou a sua actuação demonstrando integrar alguns bons músicos e a Marcha de Nuno Osório “Hispânico” teve um solista à altura. Gostei bastante do solo de trompete.
Na obra “Pacis Valley”, de Bem Haemhouts, houve problemas, quer ao nível da afinação, quer ao nível das dinâmicas. E quando isto acontece, é difícil passar-se para outro nível. Os metais, com liderança dos trompetes, tocaram quase sempre demasiado forte anulando por completo as madeiras nos tuttis. Fiquei, na altura, com a sensação de que estariam no grupo alguns dos melhores músicos, especialmente nos metais, que não fizeram quaisquer ensaios. De facto tocaram quase sempre no mesmo plano de intensidade, ff, abstraídos por completo do todo.
A obra “Santana” – A portrait pôs, uma vez mais em evidência, o potencial que a banda tem e que é considerável.
Contudo, há muito trabalho a fazer por parte do Maestro que deverá preocupar-se com os detalhes. Estes deverão ser alvo de um trabalho cuidado ao nível dos planos sonoros e posteriormente serão abertas janelas para se proceder à análise de outros detalhes.

Maestro Orlando Rocha

A Banda Musical da Casa do Povo da Santa Marinha do Zêzere não é de todo uma incógnita para mim. Desde os meus 15 anos que conheço esta simpática banda, onde fui músico convidado vários anos e onde passei alguns momentos da minha puberdade. Talvez por isso me sinta à vontade para tecer alguns comentários mais profícuos. Situada na margem direita do rio Zêzere apenas a 5 km do rio Douro com paisagens encantadoras, Santa Marinha conduziu a sua banda muito jovem e renovada até este auditório. Estou certo que, para os seus músicos, directores e maestro, foi uma mais valia integrar em evento desta natureza.
Com uma postura humilde e muita concentração em palco esta exibiu-nos um reportório alegre e vigoroso, mais apreciado usualmente numa festa ou romaria. Este despertou o interesse do público presente. De realçar que no decorrer da sua actuação ficaram algumas cadeiras vazias no seio da banda, que além de prejudicar visualmente, quebra a estética do conceito de grupo/banda, e mantém afastados em demasia diferentes naipes deteriorando o desempenho colectivo num palco desta natureza. Porque uma banda não vive só da parte musical mas também do aspecto visual que expõe. É de referir a bonita farda que possui e encontrando-se todos por igual teria sido esteticamente benéfico.
No Pasodoble Hispânico, composição de excelência, é de referir a boa prestação do solista de trompete pela boa sonoridade exibida, excelente afinação e benigna condução das frases melódicas. Na minha simples opinião e gosto pessoal, um andamento mais Vivo e com uma exploração mais afincada das diversas intensidades, a interpretação da obra supracitada tinha tido um impacto mais efusivo. Sabemos que este género musical, oriundo do nosso país vizinho, é característico pela vivência permanente da percussão, trompetes e andamento vivo. Assim sendo e com um grande número de percussionistas em palco, explorar alguns dos instrumentos que não foram utilizados, ou foram em apenas algumas partes da peça, e que estão patentes na partitura, completaria ainda uma mais brilhante amostra das potencialidades da banda e da obra. Nos tuttis em mezzoforte, forte e fortíssimo da banda, os trompetes poderiam ter comedido um pouco a sua intensidade em paralela com o remanescente da banda. Foi no entanto, uma boa escolha do maestro para iniciar um concerto num auditório como este. Peça forte e com bastante impacto que origina segurança aos músicos.
A obra Pacis Valley, além de ser muito agradável ao ouvinte, é de uma qualidade extrema e contém motivos melódicos e harmónicos bastante difíceis, que a banda tentou sempre ultrapassá-los com alguma segurança. De salientar nesta obra o pequeno solo de clarinete da jovem clarinetista Vanessa Fonseca, aluna finalista do curso complementar de clarinete. Este não foi um solo técnico, mas nas poucas notas que executou mostrou uma grande qualidade sonora, uma excelente afinação e um grande porte na estruturação da melodia. Deixo aqui uma modesta sugestão à banda, incutir no seu programa uma obra a solo para esta jovem promessa a fim de a projectar e ser uma mais-valia para a banda. Por vezes, jovens músicos ficam esquecidos por não terem uma ajuda das próprias filarmónicas que os criam.
Na obra Santana – A Portrait a Banda tirou o seu melhor partido neste festival. Boa intensidade nos fortíssimos e andamentos muito bem delineados. O baterista não foi exagerado na intensidade e repercutiu uns solos originais nunca oscilando o ritmo. Situação por vezes difícil numa obra tensa como esta. A afinação da banda melhorou significativamente nesta obra. Uma palavra ao saxofonista solista que brilhou e abrilhantou a banda. As suas variações ao que concerne a partitura solo foram sempre dentro da pulsação e a sonoridade foi boa.
Em síntese, deixo uma palavra de apresso aos músicos, maestro e direcção pelo empenho para a presentação neste festival. Por ser uma banda que conheci e conheço relativamente bem, quero deixar os parabéns da evolução conseguida desde há uns anos a esta parte. Concluir o trabalho da direcção em oferecer aos seus músicos instalações condignas que estes possam trabalhar, continuar o empenho dos músicos na sua própria formação e continuar o árduo trabalho do maestro para elevar sempre mais e mais o nível musical da banda, é o que desejo a esta banda de música.
Parabéns à Banda de Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere!

Prof. Francisco Luís

Esta banda demonstrou algumas dificuldades em termos de coesão na primeira obra apresentada. Também em Pacis Valley se fizeram sentir alguns desencontros e imprecisões. Podem melhorar o conjunto neste aspecto básico e fundamental que é a segurança rítmica. Na última obra, de carácter mais ligeiro, conseguiram agradar mais o público. Votos de coragem e força de vontade para evoluir.
Maestrina Vânia Bettencourt

Ver e sentir o empenho e concentração de todos os músicos, maestros e direcções, para mim, foi o aspecto mais importante e de grande relevância. Pois quando se conseguem estes dois aspectos
importantíssimos os outros flúem com muito maior facilidade. Uma tarde muito agradável e com o melhor que cada banda tinha para nos dar foi impecável. O esforço e a dedicação demonstradas tornam tudo mais perfeito. Limitei-me a usufruir dos bons momentos musicais em vez de tentar encontrar algum aspecto menos bom, porque isso era o mais fácil, pois na minha opinião estes comentários devem servir como forma de incentivo às nossas bandas amadoras que cada vez mais vão-se tornando profissionais no entanto é de salientar o equilíbrio humano e sonoro entre todos os naipes.
Parabéns ao seu Maestro, Músicos e Direcção e que continuem a lutar pela qualidade da vossa banda porque há sempre algo que se pode mudar.

Prof. Luís Macedo

Embora tenha ouvido falar desta Banda, oriunda de uma região muito bonita do nosso belo País, foi preciso participar na 2ª Edição do 2º Ciclo de Festival de Bandas Filarmónicas, para escutar “in loco” a Banda Musical da C.P. Santa Marinha do Zêzere. Sendo uma Banda jovem, resultante do trabalho de formação contínua realizado na Escola de Música, participar neste evento, constitui uma motivação, um forte incentivo, para rectificar, melhorar alguns aspectos musicais menos conseguidos ao nível da afinação, da sonoridade e equilíbrio do grupo, fraseado, estabilidade rítmicas, em determinados momentos, o plano sonoro a cargo dos metais estava algo desafinado, com uma sonoridade pouco cuidada em relação aos restantes planos da textura. Pormenores perfeitamente compreensíveis em Bandas que integram bastantes jovens estudantes oriundos da sua Escola de Música. Estes jovens e promissores executantes, quando alcançarem a maturidade suficiente para abordar pormenores técnicos mais específicos, a evolução e qualidade da Banda serão por demais evidentes, pois matéria prima não falta.
Na primeira obra, “Hispânico” do compositor Nuno Osório, verificaram-se alguns problemas de afinação, imprecisões rítmicas, hesitações nas entradas, logo no início, no apoio harmónico ao solista (trompete), que tudo fez para apresentar a melhor performance musical, por vezes, o naipe de Bombardinos sobrepunha-se ao tutti, no que diz respeito às intensidades. Ao longo da obra existiu uma ausência de contrastes a nível das intensidades. A intervenção do trompetista, foi, a meu ver, de boa qualidade, com boa fluidez e projecção sonora, boa expressividade, assente numa articulação cuidada, indo ao encontro do carácter proposto pelo compositor. Faço votos para que continue, pois com as qualidades patenteadas em palco, o apoio dos colegas, maestro e directores, conseguirá alcançar outros patamares qualitativos a nível musical.
Na obra, “Pacis Valley”, a Banda obteve outros momentos musicais com qualidade, contrapondo com o que se verificou na anterior obra: leveza nas linhas melódicas, as cambiantes ao nível das intensidades foi mais cuidada, bom sentido rítmico, embora a percussão tenha revelado por momentos, alguma precipitação; boa entrada dos trompetes e das trompas, com bom potencial tímbrico equilibrado; as intervenções dos metais ora alternadamente, ora em conjunto, foram mais interessantes. Porém, convém controlar mais as intensidades no naipe dos trompetes, por vezes brilhante em relação aos restantes naipes, corrigir alguns pormenores de afinação em determinadas combinações tímbricas (ex: Tubas e Bombardinos), assim como mais segurança/certeza na transição de andamentos.
Na interpretação de obras ligeiras, regra geral, as Bandas sentem-se mais à vontade em relação à interpretação de outro género de repertório. Contudo, na interpretação da terceira e última obra “Santana” um medley sempre agradável de escutar, verificaram-se algumas oscilações rítmicas, incoerências nos tempi, motivada pela precipitação da percussão e do naipe das tubas. O naipe de trompetes mais uma vez, com um timbre algo brilhante, por vezes, sobrepôs-se às madeiras. Convém rectificar o equilíbrio entre os diferentes naipes da textura orquestral, melhorar os planos sonoros, essencialmente ao nível das intensidades.
Contrapondo com o que referi, realço a boa performance do jovem saxofonista, com uma sonoridade aveludada, cuidada, um fraseado com sensibilidade e gosto interpretativo; sem dúvida um executante com valor/qualidades artísticas. Continue o trajecto já delineado, com destino a um futuro promissor a nível musical. Os restantes naipes, conseguiram aqui e ali, valorizar o trabalho do solista, através da textura sonora mais requintada, com sonoridades equilibradas, sempre com o intuito de não sobrepor as linhas melódicas a cargo do solista. Sem dúvida um bom pormenor.
Faço votos para que a direcção, músicos, maestro e professores da Escola de Música, mantenham a conduta de trabalho estabelecida em conjunto, de modo a estruturar os sólidos alicerces, que conduzirão esta simpática Banda Filarmónica, para outros níveis de qualidade artística.

Prof. Manuel Carvalho

A disposição em palco de uma Banda visa o propósito de que cada naipe com o seu timbre e função própria colabore no todo, formando um ambiente harmónico e melódico, onde as estridências tenham o seu lugar, sem sair dele, e o protagonismo da linguagem musical e do colorido da obra venham ao de cima, sem correrem o risco de aparecerem totalmente desfasadas do contexto ou então totalmente despercebidas. Esta Banda apresentou-se em palco com os instrumentistas colocados de uma forma que considero atípica, o que não a beneficiou em nada. Prova disso, foi que seis tubas não resultaram em bons graves, como seria de esperar. As trompas passaram despercebidas e alguns dos instrumentos agudos projectaram-se em demasia. Muitos dos desequilíbrios podem-se resolver ou atenuar com uma disposição diferente da banda em palco, caso contrário o protagonismo da voz poderá ser posto em segundo plano. No entanto, respira-se esforço e empenho na apresentação que tiveram, o que denota capacidade de trabalho e vontade de crescer, ao mesmo tempo que indica o caminho certo para melhorar cada vez mais o nível do colectivo.

Maestro João Dias

Banda Musical Santa Marinha do Zêzere mostrou claramente que tem menores recursos a nível de instrumentistas e tendo em conta que a sua juventude apresentou as suas dificuldades naturais. Contudo, teve uma participação muito positiva. É uma banda com potencial.
A banda acusou algum nervosismo em relação ao palco e público, algo que pode ser trabalhado, pois estes palcos são os melhores para se fazer música.
Parabéns ao maestro, aos músicos pelo seu trabalho e esforço. Aos seus órgãos directivos que continuem a trabalhar porque com esta vontade em apostar na formação, o vosso futuro será cada vez melhor.

Maestro José Ignacio Petit

É uma banda com muitas crianças, achei que as trompetes soavam muito fortes em certos momentos. Na obra Pacis Valley, houve uma falta de continuidade no som e no fraseado.
Colocar as trompas noutro sítio em palco, quiçás poderia ajudar na audição das mesmas. Têm que fazer maiores contrastes dinâmicos, pois a banda é muito plana. Em geral, a banda toca muito forte, é verdade que estão a costumadas a tocar na rua, mas não devem esquecer que, hoje em dia, também têm de tocar em palco, e uma banda que soa sempre forte ou sempre piano torna-se muito aborrecida. A música, tal como a vida, precisa de contrastes no som. Mas, tudo o que foi dito anteriormente, é positivo. A banda é jovem mas está seguramente a evoluir e tomará em conta todos estes aspectos.
Parabéns.

Maestro Hugo Ribeiro

Gostava de realçar a boa actuação dos solistas, quando chamados a intervir nas obras executadas.
Gostaria de deixar só um apontamento, reparei que havia uma distância entre os músicos, o que levou a que existisse uma dificuldade grande de afinação. Achei também que a disposição da banda em palco não foi bem conseguida.
No entanto, parabéns pela actuação.

2 comentários:

Presidente CE disse...

Cabe-me a dificl tarefa de abrir os comentários aos "comentários"!

Para tal, li tb os comentários às duas outras bandas e concluí que nenhuma das três esteve isenta de reparos, que em pelo menos duas delas a colocação dos diferentes naipes não era do acordo de alguns comentadores. será que existem regras para a colocação? ou será que colocações diferentes criam diversidade melódica? nos meu mais de quarto de século como músico, já passei por diversos arranjos, desde logo na posição esquerda/direita de metais/palhetas, e tubas atrás, ao centro, esquerda ou direita!

quanto à apreciação feita relativamente às fardas, por acaso havia uma grande diferença em algumas mas por uma razão muito simples! 60% das fardas tem 8 anos de uso, e 39% eram a estrear, dado nos ultimos anos se terem degradado, ou melhor, os músicos terem crescido (as poucas "crianças" como alguém chamou, dentro de 1-2 anos serão adolescentes e não foram "dispensadas" desta experiência, só por ser neste palco); não me enganei nas contas! 0 1% restante das fardas de diferente tonalidade corresponde a corpos cujas medidas não foram "tiradas" em devido tempo, uma vez que grande parte dos reforços presentes são nossos convidados em diferentes concertos, embora não todos em simultâneo, logicamente, o que responde à "acusação" de falta de ensaios de conjunto com os convidados; cada interpretação de uma obra é sempre diferente, e não se repete.

Quanto ao nervosismo, é natural; a necessidade de trabalhar especificamente para este concerto, com uma casa de ensaio que, embora renovada, ainda não reúne as condições mínimas para um trabalho profundo, e com um auditório minimamente aceitável situado na sede do concelho, com todo o esforço de logística e tempo necessário para ai realizar os ensaios, acabou por criar esse nervoso miudínho; viu-se na noite de 18 de Julho, ao ar livre, que a inexistência desse nervoso nos conduziu a um concerto dos melhores que realizamos, e basicamente com os mesmos músicos do europarque, excepto os solistas.

Retiremos da experiência tudo o que de positivo conseguirmos, e estamos certos de que numa segunda visita ao Europarque seremos ainda melhores.

já agora, fica o convite ao maestro Carlos Dieguez: venha ouvir-nos, ou melhor, venha tocar comnosco num qualquer concerto para contribuir para o nosso enriquecimento musical e pessoal, e ficará com vontade de repetir. Acreditamos nisso.

A todos os comentadores, desde já e em nome da Comissão Executiva da Banda o nosso agradecimento pelas críticas construtivas à nossa prestação.

Rui Ribeiro disse...

Só nos resta muito trabalho pela frente!!!!